Embalar é a parte que consome a semana antes da mudança. Entregue-a. Levamos tudo, trabalhamos divisão a divisão e etiquetamos cada caixa pelo sítio onde vai — o que torna a desembalagem do outro lado muito mais simples.
Embalamos na véspera da mudança, não na mesma manhã. Embalar e carregar no mesmo dia é a maneira mais fiável de fazer as duas coisas à pressa — e as caixas feitas à pressa são as que chegam a chocalhar.
Trabalhamos divisão a divisão e fechamos uma antes de abrir a seguinte. Cada caixa é etiquetada com a divisão para onde vai na casa nova, e não com aquela de onde saiu — é essa diferença que evita quarenta caixas empilhadas no corredor.
O que é frágil vai embrulhado peça a peça, os pratos viajam ao alto e não empilhados, e os copos vão em caixa com divisórias. Os livros vão em caixas pequenas de propósito: uma caixa grande de livros pesa mais do que uma pessoa deve descer quatro andares.
Levamos tudo — caixas, fita, papel, plástico-bolha e caixas-roupeiro com cabide para a roupa viajar pendurada. O material que sobrar volta connosco e não é cobrado.
Um estúdio são duas a três horas para duas pessoas, cerca de vinte a vinte e cinco caixas. Um T1 é meio dia. Um T2 com cozinha completa costuma ser um dia inteiro, e uma casa de família com quartos de crianças é um dia e meio.
A cozinha é sempre a divisão mais lenta e sempre aquela que as pessoas subestimam. Não é o volume — é que quase tudo precisa de ser embrulhado peça a peça.
Os roupeiros andam mais depressa do que se espera, porque a roupa pendurada passa direta para as caixas com cabide. As gavetas, curiosamente, demoram mais.