Almada fica do outro lado do Tejo, em frente a Lisboa. Chegar lá implica a ponte — e a ponte é toda a questão logística de uma mudança.
Atravessar a 25 de Abril não é problema — desde que não se faça à hora errada. Planeamos as mudanças para Almada fora das horas de ponta, porque uma hora parado na ponte é uma hora do dia de toda a gente. Como o nosso preço é fixo e não à hora, esse planeamento é da nossa conta e o trânsito nunca aparece na sua fatura.
Há o centro antigo por cima de Cacilhas — ruas estreitas, prédios mais velhos, escadas, e vistas sobre o rio que custam alguma coisa no dia da mudança. E há tudo o que foi construído dos anos 80 para cá, na direção da Costa da Caparica e da universidade: ruas largas, elevadores, estacionamento que existe.
Um apartamento na segunda Almada é dos trabalhos mais fáceis que fazemos. Uma casa na primeira aproxima-se mais da Graça do que de qualquer outra coisa na margem sul. Mesmo concelho, orçamento diferente — e é a videochamada que os distingue.
Um pormenor da zona da costa: perto da Costa da Caparica há maresia, e cartão que passou um inverno numa garagem por lá não é cartão em que se confie uma caixa cheia. Levamos o nosso.
Almada é perto — a distância pelo rio não é nada. O que conta é a ponte 25 de Abril e, em concreto, a hora a que se atravessa. A mesma travessia demora dez minutos ou cinquenta consoante a altura em que se tenta, e a diferença é perfeitamente previsível.
Por isso começamos as mudanças de Almada cedo, atravessamos antes da acumulação da manhã e, quando é preciso uma segunda viagem, planeamo-la para o meio do dia e não para o fim. É uma decisão de horário, não de preço — o preço já estava fixado antes de começarmos.
O cacilheiro é uma bonita maneira de chegar a Almada e não nos serve de nada: leva pessoas, não carrinhas carregadas. Vale a pena dizê-lo, porque há clientes que sugerem.
Portagens mais tempo, e ambos entram no valor fixo acordado à cabeça — tipicamente 45 a 75 € por cima da mudança, a partir do centro de Lisboa, indicados à parte para os poder ver.
É o caso mais claro a favor do preço fixo em toda a zona onde trabalhamos. Num contrato à hora, uma hora perdida na ponte é uma hora que paga — e perdê-la depende de trânsito que não controla. No nosso, esse risco é nosso. É um argumento a nosso favor, pese-o com isso em mente, mas pode testá-lo em qualquer orçamento à hora que peça para a margem sul.